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Referências

Fontes e bibliografia

Todas as fichas deste catálogo são escritas a partir de fontes identificáveis: textos antigos disponíveis em tradução, crônicas, compilações de folclore e obras de referência acadêmica. Abaixo está a lista completa das 126 referências citadas, com as criaturas em que cada uma aparece.

Como as fontes são usadas

Fontes primárias — como a Teogonia de Hesíodo, as Eddas islandesas, o Livro dos Mortos ou as coletâneas japonesas medievais — fornecem as descrições originais. Obras de referência modernas, como o Dicionário do Folclore Brasileiro de Câmara Cascudo, ajudam a organizar variantes regionais e a distinguir tradição antiga de acréscimo recente.

Quando um detalhe aparece só em uma versão tardia ou é invenção moderna — o caso do elmo alado das valquírias, criado no século XIX, ou do traje Qing dos jiangshi, vindo do cinema — a ficha registra isso explicitamente. Separar o que é antigo do que foi acrescentado depois é parte do trabalho.

Obras de referência gerais

  • Câmara Cascudo, Luís da. Dicionário do Folclore Brasileiro. Referência central para todas as fichas do folclore brasileiro.
  • Câmara Cascudo, Luís da. Geografia dos Mitos Brasileiros. Base para a distribuição regional das lendas.
  • Hesíodo. Teogonia. Genealogia das criaturas gregas e principal fonte sobre a linhagem de Tífon e Équidna.
  • Apolodoro. Biblioteca. Compilação que organiza boa parte dos mitos gregos citados aqui.
  • Snorri Sturluson. Edda em Prosa. Principal fonte sistemática da cosmologia nórdica.
  • Edda Poética. Conjunto de poemas islandeses que preserva as versões mais antigas de vários mitos nórdicos.
  • Livro dos Mortos. Coletânea de fórmulas funerárias egípcias, base das fichas de Ammit, Anúbis e Medjed.
  • Shanhaijing (Clássico das Montanhas e dos Mares). Repertório chinês antigo de criaturas e geografia mítica.
  • Yanagita, Kunio. Tōno Monogatari e estudos de folclore japonês. Base da sistematização moderna dos yōkai.
  • Hearn, Lafcadio. Kwaidan e Glimpses of Unfamiliar Japan. Registro de histórias japonesas em circulação no século XIX.

Lista completa de referências citadas

Uma observação sobre traduções

Nomes e termos aparecem na forma mais usual em português quando ela existe — Tífon, Cérbero, Anúbis — e na transliteração corrente quando não existe forma consagrada, como Jörmungandr, Níðhöggr ou Fenghuang. Variantes de grafia estão registradas no início de cada ficha.